terça-feira, 11 de janeiro de 2011

o ciúme é aquela dorzinha,
que dá quando percebemos que a pessoa amada pode ser feliz sem a gente. As lagrimas não doem, o que dói é o motivo que as fazem cair. Antes do amor, morre o ciúme. Ou melhor, junto com a morte do ciúme se precipita a morte do amor. Porque o amor não sobrevive à ausência do ciúme. E não existe amor sem ciúme, as outras manifestações análogas têm diferentes denominações.
Os que se amam afetam se incomodar com o ciúme. Só afetam. Há pessoas que se nutrem mais do ciúme de seu amado do que do seu próprio amor. O ciúme é o atestado de fé do amor. Diz-se que o ciúme é o tempero do amor. É mais que isso: é a carga protéica do amor. Ciúme insuportável e destruidor só aquele que é manifestado por alguém que a gente não mais ama. Porque mais insuportável e destruidor que isso é a pessoa que a gente ama nunca manifestar qualquer ponta de ciúme sobre a gente. Isto é a véspera do fim.
O ciúme é a vida do amor. A ausência do ciúme é o diagnóstico da sua morte
ClariDantas

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